Kaká, mais um prêmio para o craque cristão
Um dia depois de brilhar na decisão do Mundial de Clubes, no Japão, Kaká tornou-se o quinto brasileiro a receber o prêmio de Melhor Jogador do Mundo, entregue pela Fifa. O meia do Milan somou 1047 pontos, contra 504 do argentino Lionel Messi, segundo colocado, e o 426 do português Cristiano Ronaldo, terceiro.
- Esta é uma noite especial para mim. Sonhei em me tornar profissional e jogar na seleção, apenas isso. A Bíblia diz que podemos ter mais do que pensamos, e foi isso que aconteceu comigo - afirmou Kaká ao receber o troféu das mãos de Pelé.
O meio-campista brasileiro Kaká, do Milan e da Seleção Brasileira, |
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| recebeu também no último dia 2 de dezembro, em Paris, a Bola de Ouro 2006/2007 da France Football, depois da votação de um júri de jornalistas de 96 países reunidos pela revista esportiva francesa. Pela primeira vez em sua história, a votação do prêmio Bola de Ouro estava aberta para todos os jogadores, sem restrições de nacionalidade nem de campeonatos.
"Quero agradecer a Deus, aos meus pais e a todos meus companheiros do Milan e da Seleção Brasileira. Esta Bola de Ouro vem coroar um ano muito especial para mim", declarou Kaká, que também foi escolhido o melhor jogador da Liga Européia dos Clubes Campeões 2006/07, marcando 10 gols e levando o Milan a mais um título europeu. Kaká é o quarto brasileiro a conquistar a Bola de Ouro, depois de Ronaldo (1997 e 2002), Rivaldo (1999) e Ronaldinho (2005).
Nascido em Brasília (DF), mas criado em São Paulo (SP), Kaká se diferencia dos demais jogadores por seu talento, sua técnica sem falhas e suas fulgurantes arrancadas com a bola no pé, mas também por seu comportamento fora de campo: ele é evangélico e foge da vida noturna que vários jogadores tanto prezam. Kaká, que expressou recentemente o desejo de ser pastor quando se aposentar, afirma querer viver "segundo os preceitos da Bíblia".
A escolha de Kaká como o melhor jogador do mundo e seus reflexos no campo missionário.
Um cristão conhecido pela opinião pública mundial, eleito por seus colegas de profissão, pela primeira vez na história, como melhor jogador de futebol do mundo, tem consequências que vão além dos gramados e do nosso senso de patriotismo. É a terceira vez que o prêmio é concedido por esta entidade, todos eles entregues a jogadores brasileiros, já que Ronaldinho Gaúcho venceu nos anos de 2005 e 2006.
Este prêmio credencia Kaká em breve, a uma possível eleição pela FIFA como melhor do ano de 2007, seguindo os passos dos compatriotas Ronaldinho Gaúcho (2004 e 2005), Ronaldo (1996, 1997, 2002), Rivaldo (1999) e Romário (1994). Haveria, entretanto, uma siginificativa diferença nesta escolha, e ela não está apenas na inicial dos nomes mas no belo testemunho apresentado por este irmão.
A escolha de Kaká tem reflexos missiológicos, o que é o mais importante para nós. Há anos o futebol brasileiro tem sido um cartão de visita para inúmeros obreiros brasileiros espalhados pelos campos missionários mundiais, desacreditados por sua origem terceiro-mundista mas respeitados e admirados por nossa herança futebolística.
A camisa amarela de nossa Seleção, mesmo em anos que o Brasil não se apresentou bem em uma Copa do Mundo, jamais perdeu seu valor. Jogadores brasileiros são conhecidos mundialmente, sobretudo os que vivem na Europa onde os jogos são transmitidos pelas redes de televisão de todo o mundo. Esta notoriedade de nossos jogadores, para aqueles que servem num campo missionário, é um coadjuvante fundamental para sua identificação com os nacionais, e assim um facilitador no processo de evangelização.
Portanto, uma possível escolha pela FIFA de Kaká como melhor jogador de futebol do mundo, possibilitará aos nossos obreiros grandes oportunidades de testemunho nos próximos anos. Sua presença inquestionável na seleção brasileira que disputará a próxima Copa da África, alimentará sonhos e despertará o interesse de milhões de espectadores.
Nossa luta neste momento se vira para as dificuldades em que muitos obreiros brasileiros, que desenvolvem o ministério esportivo em países da África e Ásia são obrigados a conviver, enfrentando a escassez de recursos e as péssimas condições dos espaços para a prática esportiva.
Se não bastasse as dificuldades materiais, fomos informados recentemente por obreiros em Moçambique que os muçulmanos também descobriram este filão. Isto mesmo, eles estão usando o futebol para cativar crianças que, atraídas por um lanche e material esportivo melhor que podemos oferecer são, porém, obrigadas a frequentar suas mesquitas. Estamos perdendo discípulos pela falta de uma chuteira, uniforme ou bolas de futebol.
Até quando iremos suportar isso?
Fonte: Site da Coalizão Brasileira de Ministérios Esportivos |